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E-commerce e os reflexos pandêmicos.

Por Diego Alcantara Pagliosa

- Tecnólogo em Análise e Desenvolvimento de Sistemas

- Pós graduado em Engenharia de Software

- Programador de Sistemas na Siga Cred Administradora Ltda

- Professor Universitário na FAMA – Faculdade Municipal de Educação e Meio Ambiente de Clevelândia/PR.


Diego Alcantara Pagliosa

Com o isolamento social, causado pela pandemia do Covid-19, viu-se a necessidade de uma busca por novas soluções tecnológicas para todos, seja para poder se comunicar com alguém, bem como também para fazer uma simples compra. Dessa forma, o setor do e-commerce cresceu ainda mais do que já vinha crescendo, pois a necessidade de se comprar algo, sem o contato presencial, aumentou. Diante desse cenário, as empresas buscaram soluções tecnológicas para que essa nova demanda. Mas afinal, o que é o e-commerce? E-commerce, ou comércio eletrônico, é uma modalidade de comércio onde os negócios e transações financeiras são realizados por dispositivos eletrônicos, como computadores e smartphones por exemplo, utilizando a internet como canal de venda.


O impacto do isolamento social afetou a todos, e o simples ato de efetuar uma compra tornou-se um risco eminente. Dessa maneira, as vendas online cresceram de forma acelerada nessa época de pandemia, segundo o Compre&Confie, empresa que monitora em tempo real todas as vendas do comércio eletrônico do Brasil. O consumidor constatou que comprar itens básicos como alimentos, produtos de higiene, remédios e ampla variedade de produtos pela internet tornou-se uma opção viável, evitando correr o risco de sair de casa, consequentemente, contribuindo para os cuidados necessários contra o covid19.


Grandes empresas sofreram com um impacto positivo com esse aumento das transações online, e apesar do grande número de demissões, onde só no Brasil foram mais de 1 milhão de postos de trabalhos fechados, também aconteceu novas contratações. A Amazon, empresa de tecnologia e comércio eletrônico, contratou mais de 100 mil colaboradores em centros de distribuição para atender a crescente demanda. Segundo a Microsoft, o uso de seus softwares para colaboração online, aumentaram em 40% em uma semana. Serviços de streaming, como Netflix e YouTube também obtiveram um novo público, já que os cinemas encontram-se fechados.


Essa nova realidade, e o aumento das pessoas trabalhando em home-office, ocorreu um aumento no tráfego de Internet no Brasil, e assim as operadoras constataram que a capacidade das redes não é infinita, e chegaram a pedir o uso responsável pelos usuários, pois em Abril teve um aumento exponencial do tráfego, em que se cogitou a possibilidade de que a malha de rede não daria conta, principalmente em grandes cidades (esse tráfego se estabilizou posteriormente, nos mostrando que a atual malha é capaz de dar conta da atual demanda)


O isolamento social e a pandemia aceleraram a digitalização do comércio, pois já havia o consumo regular, contudo os consumidores conservadores começaram a adotar como hábito a compra online. Com isso, empresas que estavam em processo de transformação, iniciando a entrar nesse mundo virtual, tiveram que acelerar esse processo para não ficarem para trás. Em contrapartida, empresas e comércios mais pequenos, que não possuíam nenhum meio eletrônico de vendas, também começaram a utilizar de aplicativos para tentarem não ficarem esquecidas. Porém, com a seleção natural do comércio, empresas que não conseguirem se modernizar, vão ficando pelo caminho.


Apesar dos impactos negativos causados pelo novo coronavírus, o e-commerce vive uma fase espetacular, crescendo de uma forma acelerada. Com a orientação de ficarem casa, as pessoas estão adquirindo novos hábitos como o costume de viver de forma online, ou seja, conversar mais por aplicativos, comprar mais pela internet e evitar o contato físico.


Mas a indagação que se faz é: Como nossa cidade está utilizando a tecnologia? O que observamos, é que aqui, e na região, os comerciantes estão iniciando a utilizar as tecnologias a seu favor, sejam elas mais simples ou mais complexas, desde uma simples mensagem pelo WhatsApp, utilizado para demonstrativo de produtos através de fotos e até videochamadas, como também para efetuar os pedidos. Além disso, o pagamento via QRCode, que através do smartphone, que efetua a leitura do código e já debita de sua conta, evitando também o contato com a máquina de cartão. Essa opção de pagamento já está disponível em alguns estabelecimentos. A tecnologia vem nos mostrando que é possível nos mantermos em isolamento social, nos permitindo também efetuar transações de forma mais segura e com o mínimo de contato físico. E apesar do distanciamento social forçado, onde a tecnologia era a grande vilã causadora disso, ela vem nos mostrando que esse mal pode ser contornado, se tornando nossa maior aliada para enfrentarmos esses tempos difíceis.

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