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Médico e enfermeira que atenderam criança picada por cobra dão suas versões do fato

27/11/2020

Por Loidi Ferst

Pronto Atendimento Municipal de Clevelândia

No último domingo (22), por volta das 10h40min, uma menina de nove anos, acompanhada pela sua mãe, deu entrada no Pronto Atendimento Municipal de Clevelândia. Segundo Vanessa Rodrigues Schweikartd, enfermeira que realizou os primeiros atendimentos na criança, relatou que a mãe e a menina, por estarem nervosas, não sabiam dizer ao certo se ela havia sido realmente picada por uma cobra, ou se apenas se assustou ao ver a cobra no local onde entrou para trocar de roupa.


Procurada pelo Portal Meiga Terra, Vanessa explicou que: “A menina chorava muito e foi logo encaminhada para sala de emergência do pronto atendimento onde passou por uma anamnese, foi colocada sobre controle de sinais vitais e avaliada. A criança relatou também que, no dia anterior havia batido a cabeça em um balcão que continha um prego, o que dificultou a avaliação, pois o ferimento, o qual é de tamanho muito pequeno, havia sido encontrado na cabeça em região occipital, o que podia ser da batida do dia anterior no prego. Desta forma ela foi encaminhada para avaliação médica no mesmo momento, onde apresentava algia (dor) no local”.


Vanessa salientou ainda que após avaliação médica foi realizado acesso venoso e medicação. “A menina ficou em observação de sinais vitais, os quais permaneceram estáveis sem nenhuma modificação. Ela foi liberada pelo médico de plantão com orientação de qualquer alteração no quadro deveria retornar ao Pam”.


“Por volta das 13h. a menina foi trazida novamente pelo seu pai, que também trouxe a cobra que teria causado o ferimento. A criança que apresentava edema em região ocular e região temporal de 2 para 3 cruzes, foi encaminhada imediatamente para sala de emergência onde foram tomadas as providências de protocolo para o caso. Em seguida, foi mantido contato com o CIT (Centro de Informação Toxicológica) de onde vieram todas as profilaxias (orientações) necessárias para o caso. Como essa criança deu entrada em um Pam, onde o tempo máximo de permanência é de 12 horas e por orientação da CIT de que ela devia permanecer em observação por 24h, a criança foi encaminhada numa ambulância do município, acompanhada de enfermeiro para o hospital referência em Pato Branco com exames laboratoriais já realizados, medicação

prescrita e orientação para a administração de soro antibotrópico”, relatou a enfermeira em nota.


Vanessa Rodrigues Schweikartd, enfermeira formada há sete anos no IFPR de Palmas, com pós graduação em urgência e emergência, finalizou dizendo que “os profissionais de saúde tem um compromisso com a população, e todos os que atuam no pronto atendimento fazem com competência, dedicação e amor pelos pacientes”.


O médico que estava de plantão no dia no ocorrido também foi procurado pelo Portal Meiga Terra, e em nota ele afirmou: “Todas as condutas médicas e da equipe de atendimento foram tomadas de acordo com as características da anamnese e quadro clínico apresentado pela paciente no momento do atendimento, sendo seguido todos os protocolos de maneira correta. Assim que se percebeu que houve a picada, todas as medidas foram tomadas por toda a equipe de atendimento, incluindo elas: a comunicação do CIT (Centro de Informações Toxicológicas) para orientações e solicitação do soro, medicação e encaminhamento para o hospital de referência, sendo feito todas as condutas no menor tempo possível conforme a disponibilidade. Em nenhum momento o caso foi negligenciado ou deixado de ser atendido”, disse o médico.

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