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O museu escondido de Clevelândia

16/05/2022

Por Loidi Ferst


Muitos não sabem, mas Clevelândia possui um museu. De forma particular, seu Aurio Inocencio, falecido no dia 20 de outubro de 2018, aos 88 anos, passou a colecionar nos anos 2000 peças antigas, algumas doadas, outras herdadas e várias compradas.


O “pequeno” museu reúne mais de mil peças, algumas com mais de 100 anos, vindas de outros Estados e até de outro país, como um telefone original da França. Com muito afeto e paciência, Aurio proporcionou aos moradores de Clevelândia reviver o passado e admirar a história de outros séculos. O acervo pessoal, instalado em casa, já recebeu visitas de crianças das escolas municipais e vários munícipes.


Hoje, sua esposa Thereza da Glória Innocêncio (carinhosamente conhecida como dona Tetê), passou a cuidar do acervo, com muito carinho e orgulho ela mostra cada peça e lembra da história de cada uma.


Para ver a legenda, clique na foto.


Biografia

Bodas de Ouro. Comemoração dos 50 anos de casados. Aurio e dona Tetê.

Aurio Inocencio nasceu em Palmas – PR, no dia 24 de outubro de 1929. Filho de Emanuel Inocencio e Antonia Jaira de Siqueira Inocencio, ambos natural de Palmas. Tinha 10 irmãos, e mudou-se ainda pequeno com a família para Clevelândia, com apenas seis anos de idade.


Aurio estudou até o primário no antigo Grupo Escolar de Clevelândia. Ao longo de sua vida exerceu várias funções como: eletricista; pintor; carpinteiro e por um longo período trabalhou como veterinário.


Em 29 de outubro de 1949, aos 21 anos, casou-se com Thereza da Glória Innocêncio, o casal teve cinco filhos: Sergio Tadeu Inocencio; Irineia Aparecida Vargas; Cláudio Francisco Inocencio; Fátima Terezinha Inocencio e Célio Geraldo Inocencio. Os filhos lhes deram netos, bisnetos e tataraneta.


Por 25 anos foi ministro da igreja católica, responsável pela decoração do presépio da igreja, o qual fazia com recursos próprios. Levantava cedo todos os domingos para abrir a igreja, arrumava o altar, preparava e organizava a igreja para a realização da missa. Como ministro, levava a hóstia nas casas das pessoas que se encontravam enfermas.


Nos anos 2000, Aurio iniciou seus trabalhos voluntários, por 11 anos recolheu materiais recicláveis para a venda, com o dinheiro arrecadado ajudava nas festividades natalinas das crianças na creche Santo Antonio Maria Claret. Por um longo período arrecadou brinquedos para doação nos bairros carentes de Clevelândia, deixando o Natal de muitas crianças mais feliz.


Em 2012, foi homenageado pelo Lions Clube de Clevelândia e pela Administração Municipal, nos 120 anos do município, pela contribuição na construção da história de Clevelândia.


Para a família e amigos, Aurio deixou seu legado de bondade e solidariedade em ajudar ao próximo.

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