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Sebastião de Mello Klaus é o eleitor mais idoso de Clevelândia

06/08/2020

Por Loidi Ferst

Contato: lex.jornalismo@gmail.com

Aos 99 anos (completa no dia 25 deste mês) seu Sebastião de Mello Klaus é o eleitor mais idoso de Clevelândia, segundo o Fórum eleitoral da Comarca de Clevelândia.


Por conta da pandemia do coronavírus e por questão de segurança à idade avançada, não tivemos contato com o seu Sebastião, o Portal Meiga Terra foi recebido pelos seus filhos, Valdomiro de Mello Klaus e Antonio Lopes Klaus, que contaram um pouco da história de seu pai.


Nascido em Abelardo Luz em 25 de agosto de 1921, seu Sebastião veio para Clevelândia nos anos 70. Têm 11 filhos, 24 netos, 20 bisnetos e dois tataranetos, viúvo da dona Maria Lopes de Lima.


Com o recadastramento biométrico em 2017, seu Sebastião fez questão de renovar o titilo, “o pai insistiu, aí levamos ele”, disse Antônio. Ao longo de quase 100 anos, seu Sebastião viveu mais de 24 eleições, passou pela ditadura Militar e cultivou muitas histórias para contar. “Ele participou da última eleição para prefeito, só a de presidente não conseguiu votar, já estava mais debilitando”, contou os filhos. Que nas eleições deste ano não poderá participar pelos cuidados com a covid-19 e por estar enfermo.

Idosos na urna

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A partir dos 70 anos, as pessoas não são mais obrigadas a votar, passa ser facultativo, o que faz com que o número de eleitores nessa faixa etária se reduza por diversos motivos. Mas muitos idosos ainda fazem questão de votar, mesmo que tenham, por vezes, problemas de locomoção ou dificuldades de chegar até as zonas eleitorais, onde têm direito a fila preferencial.


Os idosos que não deixam de votar são pessoas que muitas vezes acompanharam ou participaram das lutas pelo restabelecimento da democracia no Brasil, e que, portanto, valorizam esse direito reconquistado após a ditadura militar. Mesmo com os constantes escândalos que envolvem os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, confiam no valor da democracia.


Mas alguns idosos ainda se sentem desestimulados. Um dos motivos da abstenção eleitoral é o desinteresse pelos rumos da sociedade de alguns desses idosos, que não veem a importância do voto, tanto para o presente como para o futuro da sociedade. Mas isso está mudando: cada vez mais esse segmento toma consciência de seus direitos e da necessidade de exercer sua cidadania.


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