MEIGA TERRA

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GENEALOGIA DOS MUNICÍPIOS DO SUDOESTE

E HISTÓRIA POLÍTICA DOS MUNICÍPIOS DESMEMBRADOS DIRETAMENTE

DO MUNICÍPIO DE CLEVELÂNDIA

PARANAGUÁ -  1648 (Carta Régia)

CURITIBA - 1693 

CASTRO - 1788 

ANTONINA - 1797 

LAPA - 1841 

MORRETES - 1841 

GUARAPUAVA - 1852 

PALMAS - 1877 

 CLEVELÂNDIA - 1892 

 

CLEVELÂNDIA - 1892   (NOSSA HISTÓRIA)

MANGUEIRINHA  - 1946 

BARRACÃO - 1951 

CAPANEMA - 1951 

 FRANCISCO BELTRÃO - 1951 

STº ANTÔNIO DO SUDOESTE - 1951 

PATO BRANCO - 1951 

VITORINO - 1960 

RENASCENÇA  - 1960 

MARIÓPOLIS  - 1960

* MANGUEIRINHA - 1946

CHOPINZINHO  - 1954 

CORONEL VIVIDA  - 1954

HONÓRIO SERPA  -  1990

 

CHOPINZINHO – 1954

SÃO JOÃO - 1960 

SULINA - 1987 

SAUDADE DO IGUAÇU - 1992

 

SÃO JOÃO – 1960

SÃO JORGE DO OESTE (1963)

 

* BARRACÃO – 1951

SALGADO FILHO - 1963 

BOM JESUS DO SUL - 1995

 

SALGADO FILHO - 1963

FLOR DA SERRA DO SUL - 1990 

MANFRINÓPOLIS - 1995

 

* CAPANEMA – 1951

PÉROLA DO OESTE - 1961

PLANALTO - 1963

 

* FRANCISCO BELTRÃO - 1951

MARMELEIRO - 1960

SALTO DO LONTRA - 1964

ENÉAS MARQUES - 1964

 

SALTO DO LONTRA – 1964

NOVA PRATA DO IGUAÇU - 1979

 

* STº ANTÔNIO DO SUDOESTE - 1951

AMPÉRE - 1960

PRANCHITA - 1982

PINHAL DE SÃO BENTO - 1990

 

AMPÉRE – 1960

REALEZA - 1963

SANTA IZABEL DO OESTE  -1963

 

* PATO BRANCO – 1951

DOIS VIZINHOS - 1960

ITAPEJARA DO OESTE - 1964

BOM SUCESSO DO SUL  - 1990

 

DOIS VIZINHOS – 1960

VERÊ  - 1963

BOA ESPERANÇA DO IGUAÇU - 1990

CRUZEIRO DO IGUAÇU - 1990

* VITORINO – 1960

* RENASCENÇA – 1960

* MARIÓPOLIS – 1960

 

 

Municípios do Sudoeste do Paraná que foram criados a partir de outros territórios:

NOVA ESPERANÇA DO IGUAÇU

ENÉAS MARQUES – SALTO DO LONTRA

 

 BELA VISTA DO CAROBA

PÉROLA DO OESTE - PRANCHITA

   MANGUEIRINHA   

Etimologia

-Mangueirinha: Palavra formada pelo termo “Mangueira”, acrescido do sufixo diminutivo “inha”.

1965 - Igreja de Mangueirinha

História

Até a chegada da Família Real ao Brasil, em 1808, a região de Mangueirinha pertencia à Espanha, devido ao Tratado de Tordesilhas, assinado entre Portugal e Espanha.
Entre 1836 e 1839, duas expedições descobriram os campos, que chamaram Campos de Palmas, abrangendo os atuais municípios de Mangueirinha, Palmas, Clevelândia, Água Doce, Irani, entre tantos outros.
Por Ato de 20 de janeiro de 1887, foi criado o distrito judiciário e policial de Mangueirinha, no município de Palmas.
Na região, a primeira fazenda de que se tem notícia é a Fazenda da Lagoa, fundada em 1839/1840, pelo célebre Pedro Siqueira Cortes, comandante da expedição de ocupação dos Campos de Palmas.
A criação de gado na região surgiu concomitantemente com a atividade dos tropeiros, pois foram eles que trouxeram as primeiras reses, provenientes de Guarapuava, para o início das fazendas. Alguns anos depois, foram abertas as trilhas, que deram origem ao Caminho de Palmas ou das Missões, que conduzia as tropas de gado desde a Região das Missões, no Rio Grande do Sul, passando por Chapecó e Xanxerê, em Santa Catarina, Palmas e Mangueirinha, seguindo para Guarapuava e Ponta Grossa, rumo a Sorocaba, em São Paulo.

Após a criação do território do Iguaçu, em 1943, que foi formado por áreas que pertenciam ao Paraná e à Santa Catarina, o Presidente Getúlio Vargas assinou o Decreto-Lei que criou o Município de Mangueirinha, desmembrando de Palmas.Com a queda do Presidente Getúlio Vargas, a nova Constituição de 1946 declarou extinto o Território Federal do Iguaçu, e, em consequência, Mangueirinha voltou a pertencer ao Estado do Paraná.

O topônimo Mangueirinha representa o diminutivo de mangueira (curral), lugar onde se recolhe o gado; nos primórdios do município, ali existia uma mangueira, que face ao seu exíguo tamanho era chamada “Mangueirinha”, daí, a origem do nome do município..

Formação Administrativa

Por Ato de 20 de janeiro de 1887, foi criado o Distrito Judiciário e Policial de Mangueirinha, no Município de Palmas.

Em divisões territoriais datadas de 31-12-1936 e 31-12-1937, figura no município de Palmas o distrito de Mangueirinha.

Em 13 de setembro de 1943, através do Decreto-Lei Federal nº 5812, foi criado o Território Federal do Iguassu e, o Distrito de Mangueirinha, então pertencente ao Município de Clevelândia passou a integrar a nova Unidade Federada, desmembrado que foi do Estado do Paraná.

Pelo Decreto-Lei Federal nº 5839, de 21 de novembro de 1943, o Distrito de Mangueirinha foi elevado à categoria de Município do Território Federal do Iguassu.

Face ao artigo 8º do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, promulgado em 18 de setembro de 1946, o Território Federal do Iguassu foi extinto e, em consequência, Mangueirinha voltou a pertencer ao Estado do Paraná.

Considerando a conveniência de ser mantida a mesma divisão judiciária e administrativa existente ao tempo da extinção daquele Território, em 21 de novembro de 1946, foi criado o Município de Mangueirinha no Estado do Paraná

Sede no antigo distrito de Mangueirinha. Constituído de 2 distritos: Mangueirinha e Chopin. Instalado em 30-12-1946.

Em divisão territorial datada de 1-07-1950, o município é constituído de 2 distritos: Mangueirinha e Chopin.
Pela Lei Estadual n.º 790, de 14-11-1951, é criado o distrito de Coronel Vivida (ex-povoado de Barro Preto) e anexado ao município de Mangueirinha. Sob a mesma Lei o distrito de Chopin passou a denominar-se Chopinzinho.
Pela Lei Estadual n.º 253, de 26-11-1954, é desmembrado do município de Mangueirinha o distrito de Coronel Vivida. Elevado à categoria de município. Sob a mesma Lei é desmembrado o distrito de Chopinzinho. Elevado à categoria de município.
Em divisão territorial datada de 1-07-1955, o município é constituído do distrito sede.
Pela Lei Estadual n.º 3.213, de 30-07-1957, é criado o distrito de Covó (ex-povoado) e anexado ao município de Mangueirinha.
Em divisão territorial datada de 1-07-1960, o município é constituído de 2 distritos: Mangueirinha e Covó.
Pela Lei Municipal n.º 237, de 04-06-1964, o município de Mangueirinha passou a denominar-se Conceição do Rosário.
Pela Lei Estadual n.º 4.901, de 11-08-1964, é criado o distrito de Honório Serpa e anexado ao município de Conceição do Rosário (ex-Mangueirinha).
Pela Lei Municipal n.º 304, de 25-03-1968, o município de Conceição do Rosário voltou a denominar-se Mangueirinha.
Em divisão territorial datada de 1-0I-1979, o município é constituído de 3 distritos: Mangueirinha, Covó e Honório Serpa.
Pela Lei Estadual n.º 9.184, de 08-01-1990, alterada pela Lei Estadual n.º 9.441, de 16-11-1990, é desmembrado do município de Mangueirinha o distrito de Honório Serpa. Elevado à categoria de município.
Em divisão territorial datada de 1-06-1995, o município é constituído de 2 distritos: Mangueirinha e Covó.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2017.

 

Aspectos Gerais

População estimada [2019]               - 16.714 pessoas  

População no último censo [2010]   - 17.048 pessoas  

Densidade demográfica [2010]         -   16,15 hab/km²  

 

   BARRACÃO   

Etimologia

-Barracão: Aumentativo de “barraca”, palavra que se origina do italiano meridional “barraca” (setentrional baraca).

O termo “Barracão” designa grande casa de madeira ou estabelecimento comercial no campo ou em lugares pouco habitados, servindo de habitação e depósito de utensílios e gêneros de primeira necessidade (ABHF, AGC).

Barracão-PR

História

É antiga a movimentação com fins de exploração no território barraconense. Vem desde a época dos paulistas e vicentistas que procuravam saber das divisas meridionais da então Capitania de São Paulo, à qual pertencia o Paraná.

No dia 04 de julho de 1903, o General Dionísio Cerqueira, na época Chefe da Comissão de Demarcação dos Limites entre Brasil e Argentina, fundou um povoado nas cabeceiras dos Rios Capanema e Peperi Guaçu, na fronteira com a vizinha República do Prata.
O primeiro morador da localidade, que recebeu a denominação de Barracão, foi Misael Siqueira Bello que, na condição de pioneiro, deu grande impulso ao seu desenvolvimento. Misael foi por vários anos agente de Correios e Telégrafos e também o seu primeiro prefeito.
Dada a exuberância e a fertilidade das terras e a grande quantidade de madeira existente, colonos vindos dos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina estabeleceram-se em Barracão, dedicando-se à extração de madeira e de erva-mate, e à cultura de cereais, fumo e cana-de-açúcar, com o que o povoado teve rápido crescimento.
Em 1914, foi criado um distrito judiciário com a denominação de Dionísio Cerqueira, com sede no lugar denominado Barracão, no município de Clevelândia.
Havia, na época, uma questão de limites entre os Estados do Paraná e Santa Catarina que foi resolvida em 1916 com a celebração de um acordo entre os dois Estados. Em função desse acordo de limites, Barracão foi dividido em dois, ficando parte no Paraná e parte em Santa Catarina, separadas apenas por uma linha seca. A parte que ficou no Paraná permaneceu com o nome de Barracão e a que ficou em Santa Catarina recebeu a denominação de Dionísio Cerqueira, em homenagem ao seu fundador. A cidade fundada no lado Argentino, separada apenas pelo Rio Peperi Guaçu, recebeu a denominação de Bernardo Irigoyen, mais tarde mudada para Barracon. Desta forma,
Barracão era o nome de uma hospedaria construída no povoado e que servia de local de pouso e descanso de tropeiros, originando-se, daí, o nome do município.

Formação Administrativa

Em divisões territoriais datadas de 31-12-1936 e 31-12-1937, figura no município de Clevelândia o distrito de Dionísio Cerqueira.
Pelo Decreto-lei Estadual n.º 7.573, de 26-10-1938, o distrito de Dionísio Cerqueira passou a denominar-se Santo Antônio. Sob o mesmo decreto, o distrito de Santo Antônio foi extinto, sendo seu território anexado ao distrito de Porto Branco do município de Clevelândia.
Elevado à categoria de município e distrito com a denominação de Barracão, pela Lei Estadual n.º 790, de 14-11-1951, desmembrado de Clevelândia. Sede no atual distrito de Barracão. Constituído do distrito sede. Instalado em 14-12-1952.
Em divisão territorial datada de 1-07-1955, o município é constituído distrito sede.
Pela Lei Municipal n.º 13, de 20-08-1955, foram criados os distritos de Bom Jesus do Barracão, Salgado Filho, São Sebastião da Bela Vista e Siqueira Belo e anexados ao município de Barracão.
Em divisão territorial datada de 1-07-1960, o município é constituído de 5 distritos: Barracão, Bom Jesus do Barracão, Salgado Filho, São Sebastião da Bela Vista e Siqueira Belo.
Pela Lei Municipal n.º 19, de 10-08-1962, é criado o distrito de Tiradentes e anexado ao município de Barracão.
Pela Lei Estadual n.º 4.788, de 29-11-1963, são desmembrados do município de Barracão os distritos de Salgado Filho, São Sebastião da Bela Vista e Tiradentes, para constituir o novo município de Barracão.
Em divisão territorial datada de 31-12-1963, o município é constituído de 3 distritos: Barracão, Bom Jesus do Barracão e Siqueira Belo.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1993.
Pela Lei Estadual n.º 11.260, de 21-12-1995, é desmembrado do município de Barracão o distrito Bom Jesus do Barracão. Elevado à categoria de município com a denominação de Bom Jesus do Sul.
Em divisão territorial datada de 1999, o município é constituído de 2 distritos: Barracão e Siqueira Belo.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2017

 

Aspectos Gerais

População estimada [2019]               - 10.275 pessoas  

População no último censo [2010]    -   9.735 pessoas  

Densidade demográfica [2010]         -   56,78 hab/km²  

 

   CAPANEMA   

Etimologia

-Capanema: origina-se da língua tupi “Caá”... mato + “penema”...imprestável: mato imprestável, de madeira fraca, ou sem frutas, ou sem caças. (TS, OB).

A denominação do município constitui homenagem ao eminente geólogo e geógrafo brasileiro, Guilherme Schuch, o Barão de Capanema, e que foi o organizador e primeiro diretor dos telégrafos no Brasil.

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Barracão-PR

História

O primeiro ponto avançado da região ocidental do Paraná, depois da cidade de Palmas, foi o Município de Clevelândia que abrange toda a zona do sudoeste, desde os limites de Palmas, até a divisa internacional do Brasil com a República Argentina.
Foi o espírito aventureiro e desbravador de alguns modernos bandeirantes que deu começo ao povoamento do território da faixa da fronteira, penetrando a mata virgem para colonizar o silvícola e criar núcleos populacionais.
Aos poucos foram surgindo alguns aglomerados humanos, muitos dos quais, graças à fertilidade da terra, ao dinamismo dos seus idealizadores e à abertura de novas vias de comunicação e transporte, progrediam extraordinariamente.
O desbravador pioneiro da região foi Octávio Francisco de Mattos, que depois de haver exercido altas funções públicas em outros Municípios, inclusive a de Prefeito Municipal de Clevelândia, resolveu penetrar o interior do sertão e estabelecer os fundamentos de uma nova povoação. Vencidos os obstáculos, o intrépido bandeirante viu surgir nos lindes da fronteira, um povoado a que se deu a denominação de Capanema.
Sem chegar a ser distrito, a localidade foi elevada à categoria de município em 1951.
A partir de 1952, o desenvolvimento do município foi bastante acentuado; rodovias foram abertas em todas as direções; criaram-se escolas e uma usina termoelétrica foi construída.

Formação Administrativa

Elevado à categoria de município e distrito com a denominação de Capanema, pelo decreto-lei estadual n.º 790, de 14-11-1951, desmembrado de Clevelândia. Sede no atual distrito de Capanema. Constituído do distrito sede. Instalado em 14-12-1952.
Pela lei estadual n.º 2511, de 30-12-1957, são criados os distritos de Amperé e Pérola do Oeste e anexado ao município de Capanema.
Em divisão territorial datada de 1-07-1960, o município é constituído de 3 distritos: Capanema, Amperé e Pérola do Oeste.
Pela lei estadual n.º 4348, de 11-04-1961, desmembra do município de Capanema os distritos de Amperé e Pérola do Oeste. Elevado à categoria de município.
Pela lei municipal n.º 4, de 09-04-1962, é criado os distritos de Centro Novo, Cristo Rei, São Luiz e São Valério e anexado ao município de Capanema.
Em divisão territorial datada de 31-12-1963, o município é constituído de 5 distritos: Capanema, Centro Novo, Cristo Rei, São Luiz e São Valério.
Pela lei estadual n.º 5581, de 03-07-1967, o distrito de São Valério teve sua denominação simplificada para Valério.
Em divisão territorial datada de 31-12-1968, os distritos de Centro Novo e Valério figura no município de Planalto.
Pela lei estadual n.º 6909, de 02-09-1977, é criado o distrito de Pinheiro e anexado ao município de Capanema.
Em divisão territorial datada de 1-01-1979, o município é constituído de 4 distritos: Capanema, Cristo Rei, Pinheiro e São Luiz.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 14-05-2001.

 

Aspectos Gerais

População estimada [2019]               - 19.124 pessoas  

População no último censo [2010]    - 18.526 pessoas  

Densidade demográfica [2010]         -   44,25 hab/km²  

 

   FRANCISCO BELTRÃO   

1966 - Francisco Beltrão~Pr

Etimologia

-Francisco: Nome pessoal masculino. Vem de ‘’Franciscu’’... homem livre, latinização do germânico ‘’Frankisch’’, formado de ‘’Frank’’... franco, acrescido do sufixo  ‘’-isk’’ significando francês. Existem outras interpretações. Segundo a Enciclopédia Italiana (1920), o termo vem da referência à estada na França de um menino chamado João, nascido em 1182, em Assis, na Itália, e que ao voltar à sua cidade natal o pai passou a chamar-lhe “Francesco”, por sua permanência naquele país vizinho. Este menino foi S. Francisco de Assis, sendo que depois de sua morte seu nome popularizou-se pela Itália e pelo mundo cristão. (AN, AB).

-Beltrão: Sobrenome tirado de antigo nome de batismo. Origina-se do germânico “Bertho”... brilhante, e “hramn”... corvo, em frâncico. Houve dissimulação do primeiro “r”, como prova a forma francesa ‘’Bertrand’’. (AN).

História

O município de Francisco Beltrão começou como Vila Marrecas. Sua transformação em cidade foi rápida. Em menos de cinco anos do início do povoado, sem nunca ter sido distrito, a vila era elevada à condição de sede do município.
O povoado começou a se formar em 1947, quando Damásio Gonçalves construía a primeira pensão (em frente à atual Praça da Liberdade) e abriam-se as primeiras bodegas, como a de Otávio Araújo, quase em frente à pensão. Fatos esses impulsionados pela implantação da Colônia Agrícola Nacional General Osório – Cango, núcleo de colonização nacional que foi iniciativa do governo Vargas.
A pedido de Júlio Assis Cavalheiro e Luiz Antônio Faedo, proprietários da maior parte das terras da margem direita do rio, um topógrafo da Cango (talvez Pedro Hyaudochen) traçava o primeiro mapa da futura cidade. Em 1947, Júlio Assis e Faedo começaram a vender e até doar lotes. E o povoado foi crescendo rapidamente.
O distrito de Francisco Beltrão existia desde 1945, mas localizava-se no interior do futuro município de Renascença.
Em 1954, Francisco Beltrão transformava-se também em sede de Comarca. O desenvolvimento era grande, impulsionado pela extração da madeira e a agricultura. O que brecou o desenvolvimento foi a disputa de terras, entre posseiros e as companhias colonizadoras, resultando na histórica Revolta dos Posseiros, que abrangeu quase todo o Sudoeste, mas teve seu ponto culminante em Francisco Beltrão, que era a sede das companhias de terra Citla e Comercial. Dia 10 de outubro de 1957, milhares de posseiros tomaram conta da cidade e no dia seguinte expulsaram as companhias, com todos os seus funcionários.
O nome é uma homenagem ao paranaense Francisco Gutierrez Beltrão, engenheiro, secretário de estado e grande colonizador do Paraná

Formação Administrativa

Elevado à categoria de município e distrito com a denominação de Francisco Beltrão, pela Lei Estadual n.º 790, de 14-11-1951, desmembrado da primeira zona do distrito de Pato Branco do município de Clevelândia. Sede no distrito de Francisco (ex-povoado). Constituído do distrito sede. Instalado em 14-12-1952.
Em divisão territorial datada de 1-VII-1955, o município é constituído do distrito sede.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-07-1960.
Pela Lei Municipal n.º 92, de 12-08-1961, foram criados os distritos de Barra Grande, Boa Esperança do Iguaçu, Jacutinga, Jaracatiá Nova, Concórdia, Salto do Lontra, São Pio X (ex-km 20), Sede Progresso e Vista Alegre e anexado ao município de Francisco Beltrão.
Em divisão territorial datada de 31-12-1963, o município aparece constituído de 10 distritos: Francisco Beltrão, Barra Grande, Boa Esperança do Iguaçu, Jacutinga, Jaracatiá, Nova Concórdia, Salto do Lontra, São Pio X, Sede Progresso e Vista Alegre.
Pela Lei Estadual n.º 4.823, de 18-02-1964, desmembra do município de Francisco Beltrão os distritos de Salto do Lontra, Jaracatiá, elevandos-os à categoria de município sendo que o segundo distrito com a denominação de Enéas Marques.
Pela Lei Estadual n.º 4.859, de 28-04-1964, transfere o distrito de Barra Grande do município de Francisco Beltrão para o novo município de Itapejara d’Oeste.
Pela Lei Estadual n.º 4.729, de 24-06-1963, é extinto o distrito de Sede Progresso, sendo seu território anexado ao distrito sede do município de Francisco Beltrão.
Pela Lei Municipal n.º 145, de 22-04-1963, é criado o distrito de Rio do Mato e anexado ao município de Francisco Beltrão.
Pela Lei Estadual n.º 4.838, de 26-02-1964, foram extintos os distritos de Jacutinga, São Pio X e Rio do Mato, sendo seus territórios anexados ao distrito sede do município de Francisco Beltrão.
Em divisão territorial datada de 31-12-1968, o município é constituído de dois distritos: Francisco Beltrão e Nova Concórdia.
Pela Lei Municipal n.º 19, de 30-03-1970, é criado o distrito de Linha Gaúcha e anexado ao município de Francisco Beltrão.
Pela Lei Municipal n.º 21, de 30-03-1970, é criado o distrito de Jacaré e anexado ao município de Francisco Beltrão.
Em divisão territorial datada de 31-12-1971, o município é constituído de três distritos: Francisco Beltrão, Jacaré e Nova Concórdia.
Pela Lei Municipal n.º 634, de 06-10-1977, foram extintos os distritos de Jacaré e Linha Gaúcha, sendo seus territórios anexados ao distrito sede do município de Francisco Beltrão.
Em divisão territorial datada de 1-01-1979, o município é constituído de dois distritos: Francisco Beltrão e Nova Concórdia.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1995.
Pela Lei nº 2.621, de 01-08-1997, é criado o distrito de Jacutinga e anexado ao município de Francisco Beltrão.
Pela Lei nº 2.620, de 18-08-1997, é criado o distrito de Secção Jacaré e anexado ao município de Francisco Beltrão.
Pela Lei n.º 2.622, de 18-08-1997, é criado o distrito de São Pio X e anexado ao município de Francisco Beltrão.
Em divisão territorial datada de 1997, o município é constituído de cinco distritos: Francisco Beltrão, Jacutinga, Nova Concórdia, São Pio X e Secção Jacaré.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007

 

Aspectos Gerais

População estimada [2019]               - 91.093 pessoas  

População no último censo [2010]    - 78.943 pessoas  

Densidade demográfica [2010]         - 107,39 hab/km²  

 

   SANTO ANTÔNIO DO SUDOESTE   

Santo Antônio do Sudoeste

Etimologia

-Santo: Origina-se do latim “sanctus”, designando homem canonizado, sagrado, inviolável, virtuoso, digno de veneração e que vive conforme os preceitos da lei divina, segundo a tradição judaico-cristã. (GGS, ABHF).

-Antônio: Nome pessoal masculino, vem do latim “Antonius”, de étimo obscuro, significando inestimável ou digno de apreço. Trata-se de nome de uma gens  romana (século II a. C.), com possibilidades de origem etrusca, não se descarta também a origem grega “antheos”, que significa flor. (AN, AB, GGS).

-do: Contração da preposição “de” (posse), com o artigo masculino “o”.

-Sudoeste: Vem do anglo-saxônico “south west”, através do francês “sud ouest”, e refere-se a ponto do

horizonte situado a 45º do sul e do oeste. (ABHF).

História

Os primeiros moradores a se instalarem na região onde hoje se localiza o Município de Santo Antônio do Sudoeste, foram Dom Lucca Ferrera e João Romero, oriundos da vizinha República do Paraguai, ali chegados em 1902.
Encontraram naquela região grande quantidade de erva-mate nativa e, como a venda desse produto era vantajosa, iniciaram a sua extração e exportação para a Argentina.
Nos primeiros anos, aqueles exploradores enfrentaram muitas dificuldades, pois toda a região era um sertão que parecia não ter fim, habitada por grandes hordas indígenas e ligada a outros centros apenas através de picadas abertas em plena floresta.
O surgimento efetivo do povoado, que recebeu a denominação de Santo Antônio, deu-se somente em 1912, com a chegada de um grupo de colonos tendo à frente Afonso Arrachea.
O comércio de erva-mate continuou sendo a principal atividade dos habitantes da povoação pois não havia estradas ou outras vias de comunicação que possibilitassem outros empreendimentos.
Inclusive, Dom Lucca Ferrera foi substituído na extração e comércio de erva-mate, por uma empresa argentina com o nome de Pastoriza, a qual se dedicou a esse lucrativo ramo de atividade até que por volta de 1920.
Após a elevação do povoado à condição de Distrito Administrativo e Judiciário do Município de Clevelândia, iniciou-se a abertura de estradas com o que a localidade teve notável impulso, atraindo grandes levas de agricultores procedentes de outras regiões do Paraná e dos Estados de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, que ali se estabeleceram, dedicando-se à agricultura e, especialmente, à criação de suínos.
Em 1951 foi criado o Município de Santo Antônio, que pela Lei Estadual nº 5322, de 10 de maio de 1966, tomou a denominação de Santo Antônio do Sudoeste.
Don Lucca Ferrera, ao colocar o nome de Santo Antônio no povoado, prestou dupla homenagem, sendo uma a seu filho chamado Antônio e outra, ao santo padroeiro da localidade. O topônimo foi acrescido de 'Sudoeste' devido à sua localização.

Formação Administrativa

Em divisões territoriais datadas de 31-12-1936 e 31-12-1937, figura no município de Clevelândia o distrito de Dionísio Cerqueira.
Pelo decreto-lei estadual n.º 6667, de 31-03-1938, o distrito de Dionísio Cerqueira passou a denominar-se Santo Antônio.
Pelo decreto-lei estadual n.º 7573, de 20-10-1938, o distrito já denominado Santo Antônio foi extinto, sendo seu território anexado ao distrito de Pato Branco.
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, Santo Antônio figura como zona do distrito de Pato Branco, do município de Clevelândia.
Em divisão territorial datada de 1-07-1950, Santo Antônio permanece como zona do distrito de Pato Branco.
Elevado à categoria de município e distrito com a denominação de Santo Antônio, pela lei estadual n.º 790, de 14-11-1951, desmembrado de Clevelândia. Sede na localidade de santo Antônio. Constituído do distrito sede. Instalado em 14-12-1952.
Pela lei municipal n.º 69, de 13-01-1954, foram criados os distritos de Marcianópolis e Ganzianópolis e anexado ao município de Santo Antônio.
Pela lei estadual n.º 253, de 26-11-1954, é criado o distrito de Ampére e anexado ao município de Santo Antônio.
Em divisão territorial datada de 1-07-1955, o município é constituído de 4 distritos: Santo Antônio, Ampére, Ganzianópolis e Marcianópolis.
Pela lei municipal n.º 177, de 27-09-1955, é criado os distritos de Governador Lupion e Nova Esperança e anexado ao município de Santo Antônio.
Em divisão territorial datada de 1-07-1960, o município é constituído de 6 distritos: Santo Antônio, Ampére, Ganzianópolis, Governador Lupion, Nova Esperança e Marcianópolis.
Pela lei municipal n.º 33, de 02-06-1961, é criado o distrito de Barra de 16 de Novembro e anexado ao município de Santo Antônio.
Pela lei municipal n.º 14, de 01-02-1962, é criado o distrito de Flórido de São Sebastião e anexado ao município de Santo Antônio.
Pela lei municipal n.º 24, de 02-04-1962, é criado o distrito de Pinhal de São Bento e anexado ao município de Santo Antônio.
Pela lei municipal n.º 9, de 10-08-1962, é criado o distrito de Três Irmãos e anexado ao município de Santo Antônio.
Em divisão territorial datada de 31-12-1963, o município é constituído de 9 distritos: Santo Antônio, Barra de 16 de Novembro, Ganzianópolis, Flórido São Sebastião, Marcianópolis, Nova Esperança, Pinhal de São Bento, Rio Claro ex-Gogernador Lupion e Três Irmãos.
Pela lei ...... n.º ......, de ......, é extinto o distrito de Barra de 16 de Novembro e anexado ao distrito de Pinhal de São Bento.
Pela lei ...... n.º ......, de ......, é extinto o distrito de Flórido São Sebastião e anexado ao distrito de São Pedro Flórido.
Pela lei ..... n.º ......, de ...... , é extinto o distrito de Linha Três Irmãos e anexado ao ..............
Pela lei ...... n.º ......, de ......., é extinto o distrito de Nova Esperança e anexado ao...........
Pela lei estadual n.º 4838, de 26-02-1964, é criado o distrito de Pranchita e anexado ao município de Santo Antônio.
Pela lei municipal n.º 17, de 01-03-1962, é criado o distrito de São Pedro do Florido e anexado ao município de Santo Antônio.
Pela lei estadual n.º 5322, de 10-05-1966, o município de Santo Antônio passou a denominar-se Santo Antônio do Sudoeste.
Em divisão territorial datada de 1-01-1979, o município de Santo Antônio do Sudoeste é constituído de 6 distritos: Santo Antônio do Sudoeste, Ganzianópolis, Marcianópolis, Pinhal de São Bento, Pranchita e São Pedro do Florido.
Pela lei estadual n.º 7574, de 11-05-1982, desmembra do município de Santo Antônio do Sudoeste os distritos de Pranchita e Ganzianópolis. Para formar o novo município de Pranchita.
Em divisão territorial datada de 18-08-1988, o município é constituído de 4 distritos: Santo Antônio do Sudoeste, Marcianópolis, Pinhal de São Bento e São Pedro do Florido.
Pela lei estadual n.º 9278, de 28-05-1990, desmembra do município de Santo Antônio do Sudoeste o distrito de Pinhal de São Bento. Elevado à categoria de município.
Em divisão territorial datada de 1-06-1995, o município é constituído de 3 distritos: Santo Antônio do Sudoeste, Marcianópolis e São Pedro do Florido.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 14-05-2001.

Alteração Toponímica Distrital:
Dionísio Cerqueira para Santo Antônio alterado, pelo decreto-lei estadual n.º 7573, de 20­10-1938.

Alteração Toponímica Municipal:
Santo Antônio para Santo Antônio do Sudoeste alterado, pela lei estadual n.º 5322, de 10­05-1966

 

Aspectos Gerais

População estimada [2019]               - 20.166 pessoas  

População no último censo [2010]    - 18.893 pessoas  

Densidade demográfica [2010]         -   50,00 hab/km²  

 

   PATO BRANCO   

Etimologia

-Pato: Termo de formação onomatopaica. Trata-se de ave da ordem dos anseriformes, o pato, da família dos anatídeos. (AGC, ABHF).

-Branco: Origina-se do germânico “blank”, e significa luzidio, brilhante, alvo, cândido. (ABHF, FT).

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1957 - Vista parcial do município

História

As primeiras penetrações no território do atual município de Pato Branco datam de 1839, quando ali chegou o bandeirante curitibano Pedro de Siqueira Côrtes, chefiando uma expedição ao sul da 5ª Comarca da Capitania de São Paulo, e descobriu os Campos de Palmas. Os primeiros moradores de Pato Branco vieram do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, em 1919.
Em 1924 já estava formada uma povoação com o nome de Vila Nova de Clevelândia. Novas levas de agricultores e colonos continuaram a chegar ao povoado contribuindo para o aumento. A localidade foi elevada à categoria de distrito judiciário, em 1927, com o nome Bom Retiro.
Em 1928 iniciaram-se os trabalhos de medição e demarcação dos primeiros lotes destinados aos agricultores e colonos que continuavam afluindo, atraídos pela fertilidade das terras e facilidade de aquisição. A partir de 1935 foram-se estabelecendo os primeiros profissionais liberais. A localidade continuava progredindo até que, em 1947, foi elevada a distrito e, em 1951, à categoria de município.
A denominação atual, de Pato Branco, deve-se ao rio de igual nome que banha o município.
O distrito foi criado em 1947. Em 1951, foi elevado à categoria de município com território desmembrado do de Clevelândia.

Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de Pato Branco pela Lei Estadual n.º 2, de 10-10-1947, subordinado ao município de Clevelândia.
No quadro fixado para vigorar no período de 1944 a 1948, o distrito de Pato Branco, figura no município de Clevelândia. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1950.
Elevado à categoria de município com a denominação de Pato Branco pela Lei Estadual n.º 790, de 14-11-1951, sendo desmembrado do município de Clevelândia. Sede no atual distrito de Pato Branco. Constituído de 2 distritos: Pato Branco e Vargem Bonita, ambos desmembrados de Clevelândia. Instalado em 14-12-1952.
Pela Lei Municipal n.º 26, de 26-04-1953, foram criados os distritos de Coxila Rica, Dois Vizinhos e Verê.
Pela Lei Municipal n.º 40, de 24-09-1953, é criado o distrito de Bom Sucesso e anexado ao município de Pato Branco.
Em divisão territorial datada de 1-VII-1955 o município é constituído de 6 distritos: Pato Branco, Bom Sucesso, Coxila Rica, Dois Vizinhos, Vargem Bonita e Verê. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960.
A Lei Estadual n.º 4.245, de 25-07-1960, desmembra do município de Pato Branco os distritos de Dois Vizinhos, Vargem Bonita e Verê, os dois primeiros elevando-os à categoria de município. Vargem Bonita passou a ser denominada Renascença.
Pela Lei Municipal n.º 27, de 30-12-1961, é criado o distrito de Itapejara e anexado ao município de Pato Branco.
Em divisão territorial datada de 31-XII-1963 o município é constituído de 4 distritos: Pato Branco, Bom Sucesso, Coxila Rica e Itapejara.
A Lei Estadual n.º 4.859, de 28-04-1964, desmembra do município de Pato Branco os distritos Itapejara e Coxila Rica, para constituírem o novo município com a denominação de Itapejara d`Oeste.
Em divisão territorial datada de 31-XII-1968 o município é constituído de 2 distritos: Pato Branco e Bom Sucesso. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1988.
A Lei Estadual n.º 9.183, de 08-01-1990, desmembra do município de Pato Branco o distrito de Bom Sucesso, elevado à categoria de município com a denominação de Bom Sucesso do Sul.
Em divisão territorial datada de 1993 o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1999.
É criado o distrito de São Roque do Chopim e anexado ao município de Pato Branco.
Em divisão territorial datada de 2001 o município é constituído de 2 distritos: Pato Branco e São Roque do Chopim. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2014.

Aspectos Gerais

População estimada [2019]              - 82.881 pessoas  

População no último censo [2010]   - 72.370 pessoas  

Densidade demográfica [2010]        - 134,25 hab/km²  

 

   VITORINO   

Etimologia

-Vitorino: Nome pessoal masculino.

Origina-se do latim “Vitruviu” e segundo o dicionarista João H. M. Drumond, em Dicionário de Nomes Próprios, significa vidro.

Vitorino

História

O município de Vitorino teve como origem um entreposto que ficava no caminho percorrido pelas tropas de burro, transportando mercadorias entre Barracão e Clevelândia, no período de 1920 a 1925.
A construção da chamada Estrada Estratégica estimulou a vinda de emigrantes oriundos de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, atraídos pela abundância e fertilidade da terra e pela possibilidade da exploração da madeira existente.
O topônimo adotado teve origem no rio do mesmo nome que banha o município.

 

Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de Vitorino, pela Lei Estadual n.º 790, de 14-11-1951, subordinado ao município de Clevelândia.
Em divisão territorial datada de 1-07-1955, o distrito de Vitorino, figura no município de Clevelândia.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-07-1960.
Elevado à categoria de município com a denominação de Vitorino, pela Lei Estadual n.º 4.245, de 25-07-1960, desmembrado do município de Clevelândia. Sede no antigo distrito de Vitorino. Constituído do distrito sede. Instalado em 29-11-1961.
Em divisão territorial datada de 31-12-1963, o município é constituído do distrito sede.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Aspectos Gerais

População estimada [2019]              -   6.838  pessoas  

População no último censo [2010]   -   6.513  pessoas  

Densidade demográfica [2010]        -   21,13  hab/km²  

 

   RENASCENÇA   

Etimologia

-Renascença: Origina-se do francês ‘’renaissance’’, com referência a efeito de renascer, ato der nascer, vida nova. (ABHF, AGC).

Renascença

História

A criação do município de Renascença foi fruto da campanha denominada “Marcha para o Oeste”.
Para facilitar o desenvolvimento, foi criada a Colônia Agrícola General Osório (CANGO), tendo sito fator da origem da prosperidade da região. Grande foi o impulso trazido com a construção da estrada de Clevelândia a Francisco Beltrão, hoje denominada Estratégica ou PR-5. Ao longo da estrada, surgiu um povoado cujo nome primitivo foi Vargem Bonita. Este povoado foi totalmente destruído quando palco de sangrentos combates entre elementos revoltosos e as forças do governo, na Revolução de 1924.
Segundo relatos do Sr. João Padilha, que foi o 1º secretário da prefeitura, um tal Martins, que tinha terras na região do Jaracatiá em Francisco Beltrão, certa vez passando com a “safra” de porcos por aqui, parou para descansar e depois seguir para Clevelândia, quando observou que estavam sendo construídas várias casas simultaneamente e então disse que este lugar estava Renascendo.
Mais tarde, quando este mesmo Martins foi vereador de Clevelândia, foi criado nessa região 2 distritos: um que pertencia Pato Branco e se chamava Vargem Bonita e o que pertencia a Clevelândia estava sem nome, daí o Sr. Martins lembrou-se das construções que aqui havia presenciado e deu a ideia de chamar o distrito de Renascença, certamente também influenciado pela revolução artística e cultural da Renascença Italiana, uma vez que Martins tinha estudado em Curitiba e era um homem muito culto.

 

Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de Vargem Bonita, pela Lei Estadual n.º 2, de 10-10-1947, subordinado ao município de Clevelândia.
No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o distrito de Vargem Bonita figura no município de Clevelândia.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-07-1950.
Pela Lei Estadual n.º 790, de 14-11-1951, o distrito de Vargem Bonita foi transferido do município de Clevelândia, para constituir o novo município de Pato Branco.
Em divisão territorial datada de 1-07-1955, o distrito de Vargem Bonita figura no município de Pato Branco.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-07-1960.
Elevado à categoria de município com a denominação de Renascença, pela Lei Estadual n.º 4.245, de 25-07-1960, desmembrado do município de Pato Branco. Sede no atual distrito Renascença (ex-Vargem Bonita).

Constituído do distrito sede. Instalado em 29-11-1961.
Pela Lei Estadual n.º 4.776, de 21-11-1963, é criado o distrito de Baulândia e anexado ao município de Renascença.
Em divisão territorial datada de 31-12-1963, o município é constituído de 2 distritos: Renascença e Baulândia
Pela Lei Estadual n.º 4.901, de 11-08-1964, é criado o distrito de Canela e anexado ao município de Renascença.
Em divisão territorial datada de 31-12-1968, o município é constituído de 3 distritos: Renascença, Baulândia e Canela.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2017.

Aspectos Gerais

População estimada [2019]              -   6.802  pessoas  

População no último censo [2010]   -   6.612  pessoas  

Densidade demográfica [2010]        -   16,02  hab/km²  

 

   MARIÓPOLIS   

Etimologia

-Mariópolis: Palavra formada pelo nome pessoal masculino “Mário” e pelo sufixo grego “pólis”.

O termo “Mário” origina-se do latim “mare”... mar, de que derivou “Mariu”, nome de uma importante família romana.

Para Guérios o nome vem de “mas”... másculo, viril, varonil. O termo “pólis” é sufixo grego e significa cidade. (AN, ABHF).

1965 - Moinho na cidade de Mariópoli

História

A origem do município está ligada à fazenda São Francisco de Sales, que era uma extensa área de terra coberta por matas virgens com abundantes pinheirais.
Aos poucos, foram aportando nesta fazenda, com a finalidade de colonização, os desbravadores vindo de Guaporé no Rio Grande do Sul, entre os quais João Soranzo, Basílio Bordim e João Merlo.
O local escolhido por estes pioneiros constitui hoje a cidade de Mariópolis. A fazenda São Francisco de Sales abrangia toda a região ou área ocupada hoje pelo município, que pertencia ao município de Clevelândia.
Por intermédio do governo estadual foi construída a estrada que liga Clevelândia ao sudoeste do estado, atravessando a fazenda São Francisco de Sales, estrada denominada de Pr-5 Curitiba/Barracão. A construção da referida estrada foi interrompida em 1930 na altura do Rio Pinheiro, tendo sido reiniciada somente em 1932 quando chegou à região a família Barbosa Rocha que se tornou possuidora da maior parte das terras da fazenda São Francisco de Sales.
Em 1947, os engenheiros Gutierrez e Beltrão efetuaram a medição da Fazenda São Francisco de Sales. Em 1948, chegaram as famílias Roberto Bier, Bombonato, Câmpara e Galiotto, vindas do Rio Grande do Sul.

Nessa época, já se formava um núcleo e a Cia. Clevelândia Industrial e Territorial – CITLA – adquiriu parte da área, iniciando a venda de colônias (cada um com 10 alqueires).
Inicialmente, denominado núcleo ou povoado Rio Veado, visto o rio de mesmo nome, o qual era local de caçada de veados. Mais tarde foi lhe dado o topônimo de Mariópolis, em homenagem ao Sr. Mário José Fontana, pessoa que representava a CITLA, e dentro dos interesses da empresa muito contribuiu para o desenvolvimento do município.

 

Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de Mariópolis, pela Lei Estadual n.º 790, de 14-11-1951, subordinado ao município de Clevelândia.
Em divisão territorial datada de 1-07-1955, o distrito de Mariópolis, figura no município de Clevelândia.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-07-1960.
Elevado à categoria de município com a denominação de Mariópolis, pela Lei Estadual n.º 4.245, de 25-07-1960, desmembrado do município de Clevelândia. Sede no antigo distrito de Mariópolis. Constituído do distrito sede. Instalado em 28-11-1961.
Pela Lei Municipal n.º 2, de 28-08-1966, é criado o distrito de Gramados de São Joaquim e anexado ao município de Mariópolis.
Em divisão territorial datada de 31-12-1963, o município é constituído de 2 distritos: Mariópolis e Gramados de São Joaquim.
Pela Lei Estadual n.º 4.838, de 26-02-1964, o distrito de Gramados São Joaquim tomou a denominação de Senhor Bom Jesus dos Gramados.
Pela Lei Estadual n.º 5.111, de 13-05-1965, é criado o distrito de Rio Pinheiro e anexado ao município de Mariópolis.
Em divisão territorial datada de 31-12-1968, o município é constituído de 3 distritos: Mariópolis, Rio Pinheiro e Senhor Bom Jesus dos Gramados (ex-Gramados São Joaquim).
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2017

Aspectos Gerais

População estimada [2019]              -   6.610  pessoas  

População no último censo [2010]   -   6.268  pessoas  

Densidade demográfica [2010]        -   27,21  hab/km²  

 
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