Homem preso por jogar cachorro em riacho é denunciado pelo MP
- há 8 horas
- 2 min de leitura
20/02/2026
Fonte: Diário do Sudoeste

O Ministério Público do Paraná (MP-PR), por meio da 4ª Promotoria de Justiça de Pato Branco, no Sudoeste do Estado, ofereceu nesta quarta-feira (18) denúncia pela prática de maus-tratos contra um homem acusado de arremessar seu próprio cachorro em um riacho da cidade. A denúncia também aponta que dois cães do investigado eram submetidos a agressões frequentes e que um deles não recebeu tratamento veterinário adequado, mesmo apresentando um tumor.
De acordo com o Ministério Público, por volta das 9h do dia 6 de fevereiro deste ano, o denunciado foi flagrado por vizinhos jogando o cachorro, conhecido como “Caramelo”, de uma ponte nas proximidades do bairro São João. O animal caiu em um riacho de forte correnteza, mas não foi arrastado pela água, pois atingiu uma área próxima à margem com vegetação e conseguiu subir o barranco que levava de volta à estrada.
Cadela apresentava tumor sem tratamento
A Polícia Militar foi acionada e encontrou o cachorro sem lesões aparentes. Durante as diligências, os policiais localizaram outra cadela pertencente ao denunciado, conhecida como “Lobinha”, que apresentava diversas lesões. Posteriormente, foi constatado que o animal sofria de tumor venéreo transmissível, sem que medidas adequadas de tratamento tivessem sido adotadas. Segundo relatos colhidos pela polícia, os animais eram rotineiramente espancados pelo tutor, inclusive com pontapés. O homem encontra-se preso preventivamente.
Prisão preventiva foi decretada pela Justiça
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) informou que o suspeito foi preso preventivamente na segunda-feira (16), em Pato Branco. As investigações tiveram início após a circulação de um vídeo nas redes sociais em que o indivíduo aparece arremessando o cão da ponte.
Com base nas provas reunidas, a PCPR concluiu o inquérito policial, indiciou o homem pelo crime de maus-tratos previsto na Lei de Crimes Ambientais e representou pela conversão da prisão em flagrante em preventiva.
Conforme a delegada Alini Simadon, o Ministério Público manifestou-se favoravelmente ao pedido, e o Poder Judiciário decretou a prisão preventiva como medida necessária para garantir a proteção de outros animais e a ordem pública.
“Diante da gravidade dos fatos apurados e do histórico de violência contra animais relatado por testemunhas, entendemos que a prisão preventiva era indispensável. Não podíamos permitir que outros animais fossem submetidos a esse tipo de crueldade”, afirmou a delegada.
O investigado foi encaminhado ao sistema penitenciário, onde permanece à disposição da Justiça.
Como denunciar maus-tratos
A Polícia Civil do Paraná reforça a importância da colaboração da população no combate aos maus-tratos contra animais domésticos e silvestres. As denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo telefone 197, da PCPR, ou pelo 181, do Disque-Denúncia.
Também é possível registrar boletim de ocorrência e comunicar casos por meio da Delegacia Virtual de Proteção Animal, disponível no site oficial da Polícia Civil. O crime de maus-tratos a animais é previsto na legislação ambiental brasileira e pode resultar em pena de reclusão e multa.





Comentários