Parte

 

MEMÓRIAS-I

MEIGA TERRA

 
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Praça Getúlio Vargas

No início a Praça Presidente Getúlio Vargas era denominada a “Praça da Matriz”, depois “Marechal Bormann”. Nela estava construído um “Coreto”, sendo que aos domingos e feriados havia retreta pela banda de música “Lira dos Campos”.

O centro da cidade, que compreendia o lado norte da Praça, era iluminado à noite com lampiões de querosene, instalado em Postes de mais ou menos 2,5 m de altura.

Coreto ao lado da primeira Igreja

A Praça Getúlio Vargas foi projetada pelo arquiteto Rubens Meister, e as obras de construção foram executadas pelo engenheiro Alaor Prata Martins.

O projeto da Praça, bem como o início de sua execução se deu na administração de Arival Zardo (1964 a 1969). A conclusão se deu na administração de  José Guerreiro de Paula (1969 a 1973) e sua inauguração ocorreu em 28/07/1972. 

Praça Getúlio Vargas -  Desde então passou por várias mudanças

 

Parque Ecológico

 

Decreto Municipal 015/89:

O parque de Exposição Portal do Sudoeste passou a ser considerado “área de relevante interesse Ecológico”, bem como o pinheiro (araucária) localizado em frente ao edifício do Paço Municipal, que passou a ser considerada “árvore Imune de Corte”.

                         

 

Em março de 2018, o pinheiro (araucária) que era protegido pelo Decreto Municipal 015/89, foi cortado juntamente como Ipê amarelo.

Rua: Piragibe de Araújo  /  Manoel Ferreira Bello

A "Rua do Comércio" era a principal artéria da então Vila “Bela Vista de Palmas”. Ela se estendia desde o ponto onde atualmente se localiza o estabelecimento APM, até o ponto onde se localiza a Escola Municipal Antonio Marcelino Pontes.

Também conhecida como "Rua das Tropas", por ela se dava a entrada e saída dos tropeiros para a cidade de Palmas, que faziam este trajeto pela "Estrada do Banho".

Os antigos moradores da "Rua do Comercio" eram: Cel Firmino Martins, Cel Pedro Maciel, Diogo de Siqueira Bello, João Pontes, Lourenço Fernandes Inocêncio Junior, Pedro de Oliveira Bello ( Hotel), Francisco Kastner (comerciante), Antônio Marcelino Pontes (comerciante), Sansão Carneiro, Pedro Augusto Cardoso, Francisco Bozzo, Pedro Pacheco, Pedro do Canto Pacheco, Jesuíno de Siqueira Bello, Alberto Gustmann,

Leôncio Alves (comerciante e exportador de erva mate). A partir de 1928 a antiga "Rua do Comércio" passou a denominar-se Rua Piragibe de Araújo. Na administração do prefeito Jesuíno de Siqueira Bello, a rua foi dividida em duas partes, que assim ficou: a partir da praça rumo Leste - como Rua Piragibe de Araújo e a partir da Praça - rumo Oeste - Rua Manoel Ferreira Bello.

 

Instalação de luz elétrica em Clevelândia

A administração do prefeito Crescêncio Martins, conseguiu junto ao Governo do território do Iguaçu a doação de um grupo gerador a óleo diesel, para iluminação pública da cidade de Clevelândia.

Em 19 de Outubro de 1945 foi inaugurada a instalação de energia elétrica.

Essa usina recebeu o nome de usina Governador Garcez, mais conhecido pela população como “Catarina”. 

Foto Ilustrativa de uma locomóvel

 

Saúde

Por volta de 1896, chegou a Clevelândia Pedro Augusto Cardoso que, com conhecimentos adquiridos nas enfermarias do quartel no Rio de Janeiro, começou a medicar.

Seu “Cardosinho”, Como era chamado, permaneceu em Clevelândia até o dia de seu falecimento.

Nos anos de 1917 a 1918, as pessoas também eram atendidas pelo então farmacêutico Reinaldo.

Por volta de 1920, tambem prestava atendimento aqui, o Dr. Rufino Maciel.

Como não existia casa hospitalar, os pacientes eram atendidos em suas próprias casas.

No final de 1930 chegou a Clevelândia o médico Dr. Piragibe de Araújo e após isso passaram muitos médicos, mas de forma itinerante.

Na falta de hospital um posto de saúde funcionou por algum tempo na residência de Manoel Carneiro.

Finalmente em 1950, inaugurou-se as novas instalações do Posto de Saúde, que foi construído por solicitação do então deputado estadual Doutor Cândido Martins de Oliveira, no governo de Moysés Lupion e na gestão do prefeito Crescêncio Martins.

O primeiro médico que atuou nas novas instalações do posto de saúde foi o Doutor Miroslau Vantobrás.

Mais tarde chegou o Doutor Arnaldo Faivro Busato que criou um hospital mirim no próprio posto de saúde, onde realizou sua primeira cirurgia.

Fazia parte da equipe médica o Doutor Arnaldo  Busato, Maria de Jesus Pacheco, Iracema e Graciema.

 

Criação do Hospital e Maternidade São Sebastião 

Com a população sendo ainda atendida em Posto de Saúde, crescia a necessidade de uma casa hospitalar.

Com comissão liderada por José Zilio, Abílio Carneiro e Manoel Lustosa Martins, foi criada a Associação de Beneficência Médica Hospitalar, denominada Hospital São Sebastião.

O terreno para edificação do hospital foi doado em partes por José Cândido Maia e Maria do Belém Pacheco Ferreira de Siqueira, e a construção ficou a cargo do engenheiro civil Alaor Prata Martins.

Construção do Hospital e Maternidade São Sebastião em  1957

 Secretaria Municipal de Saúde  

A Secretaria Municipal de Saúde foi criada em janeiro de 1989, na gestão do Prefeito Municipal Antônio Celso Bortolini. Tendo como o primeiro secretário Municipal de Saúde de Clevelândia, Cacildo Mariani.

 

Educação

Primeiro Grupo de Escoteiros formado em Clevelândia.

Nos primeiros anos em Bela Vista de Palmas, a educação era transmitida de pai para filho.

As famílias que possuíam condições contratavam um professor particular que ministrava aulas aos filhos em suas próprias residências.

Por volta de 1886, chegou de São Paulo o professor Antônio Marcelino Pontes (Mestrinho), sendo o primeiro professor de Clevelândia.

Em 1892 Clevelândia contava com três escolas públicas isoladas, cujas as professoras eram: Maria José Toledo, Maria Muniz do Canto Pacheco e Enedina Cardoso Cunha. Essas escolas eram mistas e atendiam uma média de 34 alunos.

Na década de 1930 Clevelândia contava com a escola do Professor Moacir Marcondes.

Como atividade extraclasse foi organizado o primeiro grupo de escoteiros – “Clevelândia em Marcha”- que era formado por 30 escoteiros divididos em cinco Patrulhas.

Em 1936 Lenita Beltrão, então única professora formada, tomou posse como diretora do grupo Escolar de Clevelândia, sucedida em 1944 pela professora Ana Audett Pacheco.

Legenda da foto: Segunda da esquerda para a direita, sentada, a professora Ana Aldetti Pacheco, diretora do Grupo Escolar de Clevelândia, em 1944.

 

Educação - Grupo Escolar de Clevelândia

Foi fundado em 1936 e ficava na Praça Presidente Getúlio Vargas,  onde hoje se encontra o Paço Municipal.

O corpo docente Inicial era formado por: Lenita Beltrão (diretora) e as professoras: Aline Toledo Carvalheiro, Maria Rosa Santos, Maria Munhoz do Canto Pacheco, Osminda Camargo Chagas, Araci Cardoso Pontes, Arlina Cardoso e Ione do Nascimento Leão.

Com a criação do território Federal do Iguaçu, em 13/09/1943, o grupo escolar de Clevelândia passou a denominar-se “Grupo Escolar Doutor Carlos Luz”.

Com a extinção do território, em 21/11/1946, voltou a pertencer ao Estado do Paraná, voltando a denominar-se “Grupo Escolar de Clevelândia”. 

 

Educação - Ginásio São Luis

Biblioteca do antigo Colégio São Luís

Em 1956, foi criado o curso ginasial.

Em 1957, iniciou-se a primeira turma, com 19 alunos e funcionou numa sala do Grupo escolar Marcelino Pontes .

Em 1958, foi transferido para o prédio das Irmãs Salvatorianas, onde já funcionava o Curso Primário que era de ensino particular.

Neste mesmo ano o curso ginasial foi estadualizado e passou a denominar-se “Ginásio São Luís”.

Seu primeiro diretor foi Jeremias Vieira de Lima.

Em 1964, foi autorizado o curso colegial e a Escola passou a denominar-se “Colégio Estadual São Luís”.  Em 1966, foi criado o curso científico. A partir de 1975, o Colégio São Luís passou a integrar o complexo da Escola de 2º grau de Clevelândia. O Colégio São Luís, Escola Normal Madre Maria dos Apóstolos e Colégio Estadual Firmino Martins Neto, passaram a constituir a "Escola de 2º grau de Clevelândia", 

que, depois de dois anos de funcionamento, passou a denominar-se Colégio João XXIII - Ensino de 1º e 2º grau. 

Em 1993 a Escola de 2º grau de Clevelândia juntamente com  o Grupo Escolar Marcelino Pontes, deram origem ao Colégio Estadual João XXI – ensino de 1º e 2º grau.

 

Educação - Colégio Agrícola

Em 1953, surgia um importante estabelecimento de ensino, denominado de Escola de Trabalhadores Rurais Assis Brasil.

Iniciou suas atividades em 1955, tendo como primeiro diretor o Doutor Celso Barbosa Wolff e como professoras: Nonoeli Ribeiro e Zilda Leão.

Em 1956, Dr. José Guerreiro de Paula assumiu a direção, contratando novos professores.

Em 1960, a escola passou a oferecer a 5ª série e foi denominada de Escola Agrícola de Grau Médio.

Em 1963, iniciou-se o curso ginasial e a escola passou a denominar-se Escola Agrícola de Preparação Pré-ginasial.

Em 1964 passou a denominar-se Ginásio Agrícola Assis Brasil de Clevelândia.

Em 1967 passou a denominar-se Ginásio Estadual Assis Brasil.

Em 1971, assumiu a direção o professor Alzir Demétrio Viecili, quando foi criado o curso de economia doméstica, que era uma exceção ao acesso privativo de rapazes, formando uma turma com 23 alunas.

Esse curso foi extinto na gestão posterior.

Na mesma época foi fundada a Cooperativa Escolar dos Alunos do Colégio Agrícola, com a finalidade de atender ao setor de produção da escola.

Em 1983, passou a denominar-se Colégio Agrícola Estadual Assis Brasil, ensino de 2º grau. Oferecia a habilitação de técnico em Agropecuária.

Em 1997, houve a implantação do PROEM, separando-se o ensino médio das disciplinas técnicas e, criando-se o ensino técnico profissional (pós-médio).

O colégio passou a denominar-se “Centro Estadual de Educação Profissional Assis Brasil”, pela resolução

2.418/ 2001.

 
 

Religião - Paróquia Nossa Sra da Luz

Foi criada em 06/01/1939 e seu primeiro Vigário foi o Frei Casimiro Vincenz, cuja posse foi feita pelo então Bispo Diocesano Dom Carlos Eduardo Bandeira de Mello. São, portanto, a partir de 1939, os primeiros atos oficiais da Paróquia recém-criada.

A construção da primeira igreja católica em Clevelândia foi iniciada em 1909 e terminada em 1910. 

O novo e belíssimo templo católico, sede da Paróquia Nossa Senhora da Luz de Clevelândia, teve seu projeto doado pelo arquiteto Rubens Meister. Possui 1.250 m² e sua torre tem 35 m. É revestida em suas laterais por vitrais alemães, que são ligados a textos bíblicos. A Paróquia foi aberta ao público em 08/09/1969.

Religião -Igreja Irmãos Menonitas

Congregação Irmãos Menonitas na década de 70.

A Congregação dos irmãos Menonitas tem uma significativa importância histórica para nosso município, pois em 1951 os Irmãos Menonitas já haviam se instalado e formado uma colônia voltada às atividades pecuárias.

Em 1955, foi implantada a primeira escola bíblica dominical e os cultos eram realizados de forma esporádica nas casas dos próprios membros.

Em meados de 1960, chegou a Clevelândia a missionária Linda Banman, para lançar os fundamentos da Igreja Irmãos Menonitas. 

Em 1961 foi substituída pelo Pastor Walter Rempel, que durante a sua administração foi adquirido um terreno para a edificação do templo, sendo fundada oficialmente em 20 de Maio de 1962.

Em 1966 o Pastor Water Rempel foi substituído pelo Pastor Silvio Faustini. 

A igreja Irmãos Menonitas foi a primeira igreja evangélica a ser instituida em Clevelândia. 

Congregação Irmãos Menonitas no ano de 2018

 

Religião - Igreja Assembléia de Deus

Fundada em Clevelândia no ano de 1963, teve como fundador o Pr. Antônio Mikalichem.

O primeiro culto foi realizado na Rua Doutor Piragibe de Araújo - na residência da senhora Luiza Longo.

Em 1965, foi realizado pelo Evangelista Simeão Mariano de Castro, o primeiro batismo. 

Em 12/01/1972, tornou-se Igreja sede autônoma, pois até esta data era subordinada a sede de Francisco Beltrão.

Atual templo da Igreja Assembléia de Deus

 

Economia

De 1839 a 1860, predominou a criação de gado e o tropeirismo. De 1860 até os primeiros anos do século 20, foi a vez da erva-mate. Por volta de 1920, intensificou-se a criação de porcos, que declinou, juntamente com o tropeirismo nos anos 40.

De 1940 a 1970 veio o ciclo extrativista da madeira, praticada de forma tão intensa quanto desordenada (Clevelândia chegou a ter 21 madeireiras), que em 1970 estava também esgotada.

De 1970 a 1995, veio a fase da criação de gado de qualidade, chegando o município receber o título de capital do Charolês.

Hoje predomina a agricultura – 48% das terras são ocupadas pelas plantações, com predominância para a soja e milho, e apenas 20% pela pecuária. 

Exposição de Charolês na EAPI em 1970, Clevelândia foi pioneira na criação de gado no Paraná.

 
 

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