O museu escondido de Clevelândia
- 16 de mai. de 2022
- 2 min de leitura
Atualizado: 29 de mai. de 2025
16/05/2022
Por Loidi Ferst
Muitos não sabem, mas Clevelândia possui um museu. De forma particular, seu Aurio Inocencio, falecido no dia 20 de outubro de 2018, aos 88 anos, passou a colecionar nos anos 2000 peças antigas, algumas doadas, outras herdadas e várias compradas.
O “pequeno” museu reúne mais de mil peças, algumas com mais de 100 anos, vindas de outros Estados e até de outro país, como um telefone original da França. Com muito afeto e paciência, Aurio proporcionou aos moradores de Clevelândia reviver o passado e admirar a história de outros séculos. O acervo pessoal, instalado em casa, já recebeu visitas de crianças das escolas municipais e vários munícipes.
Hoje, sua esposa Thereza da Glória Innocêncio (carinhosamente conhecida como dona Tetê), passou a cuidar do acervo, com muito carinho e orgulho ela mostra cada peça e lembra da história de cada uma.
Para ver a legenda, clique na foto.
Antigo volante de fusca Antigo volante de fusca Máquina de escrever Maquina para costurar calçados Porta jóias Um dos primeiros notbook. aparelho para moer cana Dona Tetê cuida com carinho 1ª Máquina fotográfica. 1ª máquinha fotográfica Caneta tinteiro Gramofone Armas de fogo Instrumento para fazer farinha Vários Relógios Coleção de Moedas. Utencílios de bronze Telefone original da França.
Biografia

Aurio Inocencio nasceu em Palmas – PR, no dia 24 de outubro de 1929. Filho de Emanuel Inocencio e Antonia Jaira de Siqueira Inocencio, ambos natural de Palmas. Tinha 10 irmãos, e mudou-se ainda pequeno com a família para Clevelândia, com apenas seis anos de idade.
Aurio estudou até o primário no antigo Grupo Escolar de Clevelândia. Ao longo de sua vida exerceu várias funções como: eletricista; pintor; carpinteiro e por um longo período trabalhou como veterinário.
Em 29 de outubro de 1949, aos 21 anos, casou-se com Thereza da Glória Innocêncio, o casal teve cinco filhos: Sergio Tadeu Inocencio; Irineia Aparecida Vargas; Cláudio Francisco Inocencio; Fátima Terezinha Inocencio e Célio Geraldo Inocencio. Os filhos lhes deram netos, bisnetos e tataraneta.
Por 25 anos foi ministro da igreja católica, responsável pela decoração do presépio da igreja, o qual fazia com recursos próprios. Levantava cedo todos os domingos para abrir a igreja, arrumava o altar, preparava e organizava a igreja para a realização da missa. Como ministro, levava a hóstia nas casas das pessoas que se encontravam enfermas.
Nos anos 2000, Aurio iniciou seus trabalhos voluntários, por 11 anos recolheu materiais recicláveis para a venda, com o dinheiro arrecadado ajudava nas festividades natalinas das crianças na creche Santo Antonio Maria Claret. Por um longo período arrecadou brinquedos para doação nos bairros carentes de Clevelândia, deixando o Natal de muitas crianças mais feliz.
Em 2012, foi homenageado pelo Lions Clube de Clevelândia e pela Administração Municipal, nos 120 anos do município, pela contribuição na construção da história de Clevelândia.
Para a família e amigos, Aurio deixou seu legado de bondade e solidariedade em ajudar ao próximo.




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