Nilton Luiz Pacheco Loures

Nascido em Clevelândia-Pr, Ex professor universitário,
Advogado, gestor ambiental, pós graduado em Direito Processual Civil e Direito
Ambiental, escritor, compositor, e membro fundador da Academia de Cultura do Sudoeste do Paraná.

05 de Agosto de 2020

A força do esporte clevelandense

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Nenhuma dúvida que o esporte clevelandense sempre foi bem representado nas modalidades que disputou ao longo do tempo em diversas competições, tanto a nível regional, quanto estadual. Dentre outros esportes os que mais se destacaram, foi no futebol de campo em épocas passadas com o glorioso Tabu Esporte Clube, (1949) reconhecido e admirado em todo o estado e principalmente pelos torcedores auri negros. Em igual amplitude, o Futsal representado pela AEC (Associação Esportiva Clevelandense) clube renomado participante de inúmeras competições com desempenho elogiável, tendo participado inclusive da elite do futebol de salão paranaense, (chave ouro) proporcionando muitas alegrias aos clevelandenses. 

Clevelândia Futsal

De igual forma, o handebol feminino que colecionou inúmeros títulos em diversos rincões do Estado paranaense, sempre mantendo uma equipe respeitada por todos os adversários. Recentemente foi fundado o Clevelândia futsal em 09.03.2019 tendo como uniforme número um, as cores verde e branco em homenagem as cores da bandeira do município, e o uniforme número 02 as cores amarelo e preto. Na sua primeira participação na Copa Sudoeste realizado pela Associação Esportiva do Sudoeste do Paraná, teve um desempenho notável no comando do Técnico Marsol (competente treinador também vitorioso no handebol feminino) classificando o seu time em segundo lugar na competição. 

Bruninho

 

O alvi verde clevelandense teve um grande desempenho na competição, revelando jogadores com grande potencial para o futuro, entre eles o pivô   Bruninho, (foto) artilheiro com 15 gols na Copa do Sudoeste, com apenas 22 anos, e que já vem sendo sondado por grandes clubes do Estado. O nosso apelo é que a administração vindoura que comandará os destinos desta terra,juntamente com a classe empresarial, autônomos e sociedade civil, a partir do ano que vem possam contribuir ainda mais, para o desenvolvimento do esporte clevelandense. É preciso que esta chama nunca se apague, seja em qualquer modalidade de esporte, principalmente para aqueles jogadores que se destacam e outros, tenham a oportunidade de mostrar sua habilidade galgando um futuro promissor em razão do talento inerente.Para despertar o interesse do jovem, é fundamental colocá-lo em contato com diferentes atividades, permitindo que ele experimente, analise e perceba qual delas se adapta mais a seu perfil e a seus gostos, de forma que ele decida, crie hábitos regulares e leve adiante um cotidiano saudável, que possa ser mantido.Com a prática esportiva, os jovens tem a oportunidade de treinar e jogar em equipe, de interagir diretamente com outros indivíduos, e essa dinâmica de jogos atrelada ao convívio social melhora a capacidade de integração e cooperação do jovem, se preparando melhor não somente no percurso da carreira esportiva mas também para a sociedade como um todo.

 

06 de Julho de 2020

Clevelândia e o território do Iguaçu

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O município de Clevelândia recentemente completou 128 anos de emancipação política e administrativa, mas a grande maioria de seus moradores desconhece uma importante participação na história do Estado do Paraná. Não me recordo de ter estudado na escola este episódio que diz respeito a criação do Território Federal do Iguaçu, que instaurou-se na região Oeste e Sudoeste do Paraná e Oeste de Santa Catarina, em 13/09/1943 e extinguiu-se em 18/09/1946. Em síntese, durante três anos e cinco dias, o Paraná e Santa Catarina tiveram áreas de seus estados subtraídas para a formação do Território Federal do Iguaçu. Assim, desintegraram temporariamente dos seus estados os municípios de Foz do Iguaçu, Laranjeiras do Sul, (capital) Mangueirinha, Clevelândia e Chapecó-SC, para integrar o referido Território, com a perda de 65.854 quilômetros quadrados, sendo 51.452 quilômetros quadrados oriundo do Estado do Paraná e 14.402 quilômetros quadrados provenientes de Santa Catarina. O Iguaçu foi um dos cinco territórios criados pelo governo de Getúlio Vargas durante o Estado Novo, os outros foram Amapá (atual estado com o mesmo nome), Rio Branco (Roraima), Guaporé (Rondônia) e Ponta Porã (parte sul do Mato Grosso do Sul). A pergunta que não quer calar vem a seguir: Por que ocorreu isso ? A resposta é a seguinte: Em razão do longo do vazio demográfico, (pouca população ocupando o mesmo espaço) ao longo das fronteiras que existia na década de 1.940 nesta região, e intrigava o  governo de cunho extremamente nacionalista de Getúlio Vargas, - e que se agravava pelo clima da Segunda Guerra Mundial (1939/1945) – com a  sombria expectativa de que pudesse haver a ocupação efetiva de invasores dos territórios da fronteira.

Mapa do Território do Iguaçu

Mas afinal era possível o governo federal interferir na autonomia dos estados e municípios com uma influência subjugante ?  a resposta é afirmativa, porque de acordo com a Constituição de 1934 era de responsabilidade da União a organização e administração dos territórios e só poderiam ser criados com o desmembramento  de áreas do Estados da Federação. Desse modo a nação poderia criar Territórios Federais sem que para isso fosse necessário ampliar a área geográfica do País. Naquela época a região fronteiriça era basicamente habitada por estrangeiros, trabalhadores argentinos e paraguaios que por ocasião da extração da erva mate e madeira, prestavam serviços às empresas estrangeiras para o contrabando no Oeste de Santa Catarina e principalmente no Oeste do Paraná, devido a proximidade com as fronteiras do Paraguai e Argentina. A região era habitada por pessoas que viviam de forma precária, e a língua falada na região era o castelhano, a moeda era o peso argentino. Portanto, se a região fosse contestada por quaisquer dos dois países vizinhos, poderíamos perder parte do território brasileiro. Como se sabe, o Estado Novo foi o regime político brasileiro instaurado por Getúlio Vargas em 10 de novembro de 1937, que vigorou até 31 de janeiro de 1946. Era caracterizado pela centralização do poder, nacionalismo, anticomunismo e por seu autoritarismo. Outro fato que acresceu na formação do Território do Iguaçu para proteger as fronteiras, é que a comunicação durante muitos anos com o restante do Brasil devido a sua extensão continental, era quase impossível, o que só veio a ocorrer no início do século XX,quando foi inaugurado o terminal da linha telegráfica. Algumas décadas depois Getúlio Vargas nomeou como interventor do Paraná, o General Mário Tourinho, que tinha como objetivo redefinir as fronteiras e fortalecer politicamente o Estado do Paraná.

Major Trotta - segundo governador do Território do Iguaçu

Aos poucos o comércio se intensificava na região, sendo usado para o transporte de mercadorias “lombo de cavalo” ou burro.  Muitas famílias vieram do Rio Grande do Sul, entre elas italianos e poloneses, modificando a contribuição cultural do local com novos costumes. No ano de 1946 havia no Território 202 escolas sendo 114 territoriais e 88 municipais. As escolas territoriais estavam divididas em Curso Normal Regional (1); Curso Supletivo (3); Grupos Escolares (14); Escolas Reunidas (9); e Escolas isoladas (78). As 88 escolas municipais estavam assim distribuídas entre os municípios: Iguaçu (capital) - 11; Mangueirinha - 9; Clevelândia - 15; Foz do Iguaçu - 4; e Chapecó – 49. A saúde pública na região que abrangia todo território de Iguaçu, era extremamente deficitária. Não havia saneamento básico, água tratada, esgotos. O primeiro governador do Território do Iguaçu,  foi o Cel. Garcez do Nascimento e o segundo o Gen. Frederico Trotta, (foto)  Na saúde a malária era endêmica principalmente na região norte do Território do Iguaçu e ocorriam surtos de tifo, varicela e outras doenças. 

Haviam apenas dois subpostos de saúde e o primeiro governador do Território mantinha quatro médicos em apenas quatro postos de saúde em toda a região e com uma população de 96,8 mil habitantes e uma área total de 68,8 mil km², o Iguaçu foi umas das armas de Vargas para preservar as fronteiras brasileiras. Com a sua queda, houve um movimento político no Paraná e Santa Catarina para reintegração da área, porque Para esses dois estados, havia plenas condições de reincorporar aquele espaço, mesmo porque grandes empresas de colonização já haviam se instalado e o processo de ocupação da região se dava em ritmo acelerado, questionando o principal motivo que levou a criação do território", explica Adilar Cigolini. 

Sede do Governo do Território do Iguaçu

Chegou-se a cogitar a criação do Estado do Iguaçu por alguns movimentos ideologicamente mais arraigados, mas não encontrou eco, quando então foram restituídos aos seus respectivos estados.  Cabe a nós perquirir: O nosso município de Clevelândia seria mais desenvolvido se o Território do Iguaçu não tivesse sido extinto?  Vale lembrar que o Território do Iguaçu era controlado diretamente pelo governo federal, e a população local não podia eleger deputados ou senadores !

 

FONTES: (https://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/um-territorio-chamado-iguacu- bky41lfjwksv2j8j851ds9etq/#ancora,- Gazeta do Povo-

 

Biesek-Elizete Lírio Prof. Artigo. (Território do Iguaçu)

(Cigolini, Adilar Antonio, Gazeta do Povo, pág.2.Curitiba, 24/11/2003)

 (MUSSOI, P.108, 2004). 

 

Em tempo de pandemia já virou um “pandemônio” nas redes sociais o numero de mensagens,  curtidas, informações, vídeos, fotografias, propaganda pessoal e  compartilhamentos, feitos ao bel prazer da grande maioria das pessoas que dela se utilizam, muito mais para  massagear suas vaidades pessoais do que prestar alguma utilidade.  Cada vez mais a grande “rede” serve de instrumento de comunicação, através de informações pessoais que além de vilipendiar a língua portuguesa, até a distribuição de impropérios, inclinações políticas, e discussões ideológicas, muitas vezes  com desconhecimento do assunto, e sem nenhuma referência de fonte confiável. 

01 de Maio de 2020

A PREDOMINÂNCIA DE CONTEÚDOS VAZIOS NAS REDES SOCIAIS!

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Platão

O certo é que de  alguma maneira, acabam por influenciar os incultos de boa fé que preferem seguir esta a trilha do que aprimorar sua fonte de conhecimentos. !  A ignorância, em nossos tempos, é cultivada e celebrada, no dizer de Francisco Porfírio !  Em tempos de “distanciamento social” reli  a passagem do “Mito da Caverna” da obra clássica e  principal de Platão: A República  a quem aconselho a qualquer pessoa que tenha alguma vocação política.  Para quem não teve a oportunidade de ler, se trata de um diálogo entre Sócrates e Glauco  onde  imaginam uma caverna de prisioneiros que ali vivem desde a infância, com as mãos amarradas em uma parede, e somente podem visualizar as sombras  de uma fogueira, sem contato com o mundo externo.  As pessoas se movem próximas a fogueira, formando imagens disformes e somente através delas  os prisioneiros tem conhecimento do mundo.  Num dado momento um dos prisioneiros consegue se libertar daquele local, e andando pela caverna, percebeu que haviam pessoas e a fogueira, e as imagens eram projetadas do mundo exterior. A luz solar ofuscava sua visão, e sentiu-se amedrontado, afinal nunca tinha visto a luz solar,  mas havia descoberto outro mundo jamais imaginado.  Aos poucos, sua visão  foi se adaptando com a luz e ele começa a descobrir a  infinidade do mundo e da natureza existente  fora da caverna.  As sombras, que ele julgava ser a realidade, eram somente cópias imperfeitas de uma pequena parcela da realidade.  O prisioneiro liberto  sentiu-se numa encruzilhada, e teria que decidir se retornava para a caverna e libertava seus companheiros ou vivia a sua liberdade recém descoberta. Afinal se retornasse  poderia sofrer ataques de seus companheiros, que o julgariam como louco, mas poderia também, ser uma atitude necessária, pois  iria oportunizar a  todos, para uma nova realidade.  O que você faria ?  A verdade é que predomina entre nós,  a mera  opinião de cada um,  na maioria das vezes de desconhecimento de  informação útil.  Salvo  exceções, as pessoas tem preguiça de ler, de se aprimorar, de pesquisar e sem  conhecimento de causa, não reúnem nenhuma condição de debater algum  assunto relacionado.   Há que se pensar em uma nova realidade para libertar-se desta escuridão, e descobrir um novo mundo. Penso que ainda há tempo de romper os grilhões da prisão cotidiana para um despertar  ao conhecimento,  e não permanecer  na mesmice que  arrasta as pessoas cada vez mais  para a insciência e  caverna da ignorância  !!!!!

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